
CRM: 46.917 | RQE: 24.937
respeitando suas necessidades e singularidades!
Desde muito cedo, soube que queria dedicar minha vida ao cuidado do outro. A escolha pela medicina veio do desejo profundo de fazer diferença na vida das pessoas. E foi no contato com as crianças, com suas histórias, desafios e capacidades surpreendentes de superação, que encontrei meu lugar na ortopedia pediátrica.
A infância é uma fase única, marcada por transformações rápidas e intensas — inclusive no sistema musculoesquelético. Cuidar dos ossos, articulações e movimentos dos pequenos é mais do que tratar diagnósticos: é acompanhar o crescimento, aliviar dores e permitir que cada criança alcance seu potencial com mais conforto, funcionalidade e liberdade.
Escolhi essa especialidade porque acredito no poder do cuidado atento, técnico e afetuoso desde os primeiros passos. E porque nada me inspira mais do que ver uma criança crescendo com saúde, segurança e confiança
Desde o início da minha trajetória médica, meu compromisso tem sido proporcionar um cuidado integral às crianças e adolescentes, valorizando o acolhimento às famílias e o respeito às particularidades de cada paciente. Sou bacharel em Medicina pela Faculdade de Medicina de Barbacena, com residência em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital Universitário Ciências Médicas, e especialização em Ortopedia Pediátrica pelo Hospital Ortopédico. Além disso, fiz fellowship em Paralisia Cerebral nos EUA e sou mestre em Ciências da Saúde pela FCMMG.
Atualmente, sou coordenadora do ambulatório de pé torto congênito e do Comitê de Ética em Pesquisa no Hospital da Baleia. Minha missão é oferecer um atendimento humanizado, promovendo o desenvolvimento saudável e a qualidade de vida das crianças, sempre pautada nas melhores práticas clínicas da ortopedia pediátrica.
Abaixo, confira o depoimento de pessoas que confiaram na Ortopetit:
Sempre que você notar algo que pareça fora do comum no jeito de andar, na postura ou nos movimentos do seu filho — como quedas frequentes, dor persistente, dificuldade para caminhar ou alguma assimetria no corpo — vale buscar a avaliação de um ortopedista pediátrico.
Nem toda alteração é sinal de um problema grave, mas contar com um olhar especializado desde cedo pode fazer toda a diferença. O diagnóstico precoce permite acompanhar o desenvolvimento com mais segurança e, quando necessário, intervir no momento certo, favorecendo uma infância mais ativa, saudável e sem limitações
O pé torto congênito é uma deformidade presente ao nascimento que afeta a forma e o posicionamento dos pés, dificultando o apoio e a marcha da criança se não for tratado. A boa notícia é que, quando o diagnóstico é feito precocemente, o tratamento costuma ser muito eficaz.
O método mais utilizado atualmente é o de Ponseti, que consiste na correção progressiva da deformidade por meio de gessos seriados aplicados semanalmente. Após essa fase, é realizada uma pequena cirurgia (tenotomia do tendão de Aquiles) na maioria dos casos, seguida pelo uso de órtese abdução (a chamada “Dennis Browne”) — essencial para manter o pé na posição corrigida e evitar recidivas. Quando seguido corretamente, o tratamento evita a necessidade de cirurgias mais complexas e permite que a criança caminhe com liberdade e segurança.
Os sinais da displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) variam conforme a idade da criança. Nos primeiros meses de vida, é importante observar assimetria das dobrinhas dos glúteos ou coxas, limitação na abertura das perninhas, estalos ao movimentá-las ou diferença no comprimento dos membros inferiores.
Já na fase da marcha, alguns sinais de alerta incluem mancar ao caminhar, andar na ponta dos pés de um lado só, desvio da coluna ou queda frequente sem motivo aparente.
Além dos sinais clínicos, vale destacar que alguns fatores de risco — como posição pélvica no útero, história familiar ou doenças associadas — indicam a necessidade de investigação, mesmo que o bebê não apresente nenhuma alteração visível.
Por isso, a avaliação precoce com exame físico e, quando necessário, ultrassonografia do quadril é essencial. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais simples e eficaz é o tratamento, favorecendo um desenvolvimento adequado e evitando complicações futuras
Em caso de queda ou trauma, observe sinais como dor intensa, inchaço, dificuldade para movimentar o local ou deformidade visível. Se algum desses sinais estiver presente, o ideal é procurar atendimento ortopédico o quanto antes — de preferência com um especialista em ortopedia pediátrica.
Mesmo quando a fratura não é evidente, a avaliação especializada é essencial para garantir o diagnóstico correto e orientar o melhor tratamento. O osso da criança ainda está em desenvolvimento, e uma conduta adequada desde o início faz toda a diferença para evitar dor, limitações ou sequelas no futuro
Não. A consulta ortopédica pediátrica é conduzida de forma cuidadosa, respeitosa e sem dor, sempre adaptada à faixa etária e ao perfil de cada criança. O ambiente é pensado para que os pequenos se sintam seguros e acolhidos, e para que os pais participem do processo com tranquilidade e confiança.
Além do exame físico, a consulta também tem um papel importante na orientação das famílias. Muitas vezes, alterações na marcha, na postura ou na anatomia que preocupam os pais são, na verdade, características fisiológicas da infância — que tendem a se normalizar com o crescimento.
Por isso, mesmo quando não há nenhuma condição patológica, a avaliação especializada ajuda a esclarecer dúvidas, evitar ansiedade desnecessária e oferecer segurança sobre o desenvolvimento do seu filho.
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